ABRIN 2013 -  Mais do mesmo

A participação do setor de brinquedos no PIB do Brasil é de 0,09%, segundo a Abrinq, órgão que rege o setor.

Isso é pouco, muito pouco, quase nada.

Para os Lucios que vêm acompanhando a evolução da Abrin - Feira Nacional de Brinquedos, que ainda é considerada a maior da América Latina e a terceira do mundo, o encolhimento do segmento é visível e previsível.

O mundo mudou e as crianças – principal alvo do setor de brinquedos no Brasil – também mudaram e “brincam” hoje com todos os eletrônicos feitos não para elas, mas para seus pais, como celulares, iphones, tablets etc.

Desde a década de 90, a garotada já nasce conectada e, embora possam apreciar jogos de tabuleiro e brinquedos “tradicionais”, estão sim, muito mais espertas e exigentes. Não aceitam qualquer porcaria e sabem reconhecer quando um brinquedo é bacana e original ou quando o fabricante apenas muda a embalagem para a licença do momento.

Nesta Abrin houve uma saturação das imagens de Super-Heróis, monstros e outros bichos. Vocês verão a uniformidade nas lojas, aguardem.

Por sorte os Lucios encontraram também algumas novidades, como o estande da Hobby Trade Center – HTC Modelismo com admiráveis quebra-cabeças para montar monumentos e prédios de arquitetura famosos – o 3D Cubifunn – além de kits plásticos da marca Airfix.


 O segundo estande que mereceu sua atenção foi o da Artyara que faz brinquedos de madeira, articulados, para montar e customizar colorindo como quiser. O Robô Zé (foto), por exemplo, vem em madeira crua, com uma caixa de lápis de cor junto, completinho. Legal, não?